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  • Postado em: 25/09/2019

1º Festival Nacional da Moda de Viola tem 30 selecionados para três categorias

Os apaixonados por boa moda de viola já podem contar nos dedos para o início do 1º Festival Nacional da Moda de Viola, evento que integra a 57ª Exposição Agropecuária deste ano. O Festival, realizado entre os dias 2 e 5 de outubro, é uma realização da prefeitura por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico e Negócios de Turismo, de Agricultura e Abastecimento, da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Comunicação Social. O evento será realizado durante a Expo Rio Preto 2019.

Nas quatro noites, a partir das 19 horas, os inscritos se apresentam e os jurados darão as notas para os melhores intérpretes de acordo com as categorias – Nacional, Estadual e Local. Ao todo foram 67 inscritos de 10 estados diferentes o que resultou em 30 selecionados.

Os três jurados do Festival Moda de Viola serão: Renato Gagliardi, músico e pesquisador da viola caipira; Manoel Joaquim Gomes Neto, contrabaixista e concertista de violão e viola caipira; Hadailton José Teixeira, apaixonado produtor de projetos de incentivo à música caipira.

Os vencedores serão conhecidos no último dia do festival e serão premiados da seguinte maneira:

1º Lugar – R$ 10.000,00 (dez mil reais) + troféu;

2º Lugar – R$ 7.000,00 (sete mil reais) + troféu;

3º Lugar – R$ 4.000,00 (quatro mil reais) + troféu;

Melhor intérprete – R$ 1.000,00 (mil reais) + troféu;

O secretário de Desenvolvimento e Negócios Econômicos, Jorge Luis de Souza, lembra que a ideia central do Festival é dar oportunidade a novos talentos. “Incentivar esses novos violeiros para que eles tenham a oportunidade de serem reconhecidos nacionalmente. A ideia é resgatar a cultura, nossos modos, as raízes que vem da viola dentro da Expo, um ambiente típico de negócios”, afirma.

O prefeito Edinho Araújo reforçou a importância das famílias no evento. “Adoro a música raiz e o importante é a descoberta de novos valores, além dos nomes consagrados que vão se apresentar. Tem tudo a ver com o agronegócio, a pecuária, com a música raiz. Tenho absoluta certeza que as famílias vão estar presentes pra assistir estes espetáculos”, lembra.

Nesta primeira edição o Festival irá homenagear um dos maiores compositores do cancioneiro popular caipira, Valdemar Alves dos Reis, mais conhecido como Valdemar Reis, autor, entre outras, da música “Meu Reino Encantado” que ganhou destaque nacional após regravação do cantor Daniel.

Natural de Araçatuba, o compositor adotou Rio Preto como sua terra natal, onde mora há mais de 40 anos. Com mais de 340 composições, Valdemar teve sua primeira composição gravada (“O Paredão”) por Matogrosso e Mathias, no início da década de 80.

Entre os intérpretes que já gravaram músicas do compositor estão grandes nomes da música caipira, como Zico e Zeca, Liu e Léu, João Mulato e Douradinho, Lourenço e Lourival, Marcos Violeiro e Adalberto, Ramiro Viola e Pardini, Daniel e Zé Camilo, Ronaldo Viola e João Carvalho, Matogrosso e Mathias, Irídio e Irineu, Eli Silva e Zé Goiano, Goiano e Paranaense, Dino Franco e Mouraí, Daniel, entre outros.

Música de qualidade

Após as apresentações dos músicos inscritos para o Festival, a partir das 21 horas, começam os shows de músicos consagrados da música raiz. No dia 2 de outubro sobem ao palco As Galvão, dupla formada pelas irmãs Meire e Marilene que nasceu em 1947 como Irmãs Galvão. Juntas elas foram a primeira dupla a gravar lambada, recebendo um disco de ouro com a música “No calor dos teus braços”, de Nicério Drumond e Cecílio Nenna, em 1986. Este LP dá início a carreira nacional e internacional das artistas, com músicas tocadas em Portugal, no Canadá e na Suíça. Apesar de estarem na estrada a mais de 50 anos, gravaram o primeiro DVD da carreira em 2016. Uma das músicas mais conhecidas interpretada por elas é “Beijinho Doce”, composição da dupla Tonico e Tinoco.

No dia 3, a atração é a dupla rio-pretense Divino e Donizete que promete um show empolgante com regravações de Tião Carreiro e Pardinho, além de composições próprias de sucesso.

No dia 4, Almir Sater é o músico convidado que vai encantar o público do Festival. O músico gravou seu primeiro disco solo “Estradeiro” em 1981 pela Continental. Participou de diversos shows e festivais de música. Porém em 1990 – ao aceitar convites para representar em novelas, “personagens de violeiro” teve sua grande oportunidade de se tornar conhecido nacionalmente e assim dar continuidade a sua real profissão: Compositor e Violeiro até os dias atuais.

Seu estilo caracteriza-se pelo experimentalismo e sua música é classificada como atemporal. Agrega uma sonoridade tipicamente caipira da viola de 10 cordas e também com influências das culturas fronteiriças do seu estado, como a música paraguaia e andina. E o resultado é único: ao mesmo tempo reflete traços populares e eruditos, despertando atenção de públicos diversos.

Com mais de 30 anos de carreira sólida e 10 discos solo gravados, Almir tornou-se um dos responsáveis pela preservação da viola de 10 cordas, sendo reinventada, o músico acrescentou um toque mais sofisticado ao instrumento, temperado com estilos estrangeiros como o blues, o rock e o folk, uma mistura de música folclórica, erudita e popular.

No último dia do Festival, 5 de outubro, quem canta suas músicas tradicionais é o cantor Sérgio Reis, paulistano nascido no tradicional bairro de Santana, fez parte da Jovem Guarda na década de 1960, criando em 1967 a música “Coração de Papel”. Gravou seu primeiro disco de música sertaneja com a música “Menino da Gaita”, em 1972. Seguiu-se o sucesso de “Menino da Porteira”, “Adeus Mariana”, “Disco Voador”, “Panela Velha”, “Filho Adotivo”, “Pinga ni Mim” e várias outras canções. Seu disco O Melhor de Sérgio Reis, lançado em 1981, vendeu mais de 1 milhão de cópias. Em 2015, recebeu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Sertaneja pelo CD/DVD Amizade Sincera II, em parceria com Renato Teixeira.

Todas as apresentações são gratuitas e abertas ao público.

Veja os classificados para o Festival

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