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  • Postado em: 01/04/2019

Teatro homenageia a memória de Drika e Pompeo

Com uma homenagem divertida em forma de teatro, a Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal dos Direitos e Políticas para Mulheres, Pessoa com Deficiência, Raça e Etnia, fez uma cerimônia de inserção dos retratos de dois atores negros rio-pretenses: Drika Pereira (1974 -2018) e Antônio Pompeo (1953-2016) na Galeria Aristides dos Santos, dedicada à memória de negros de atuação marcante na cidade.

Reforçando seu respeito pela raça negra, pela Cultura e Educação, o prefeito Edinho anunciou o lançamento de mais uma modalidade do Prêmio Nelson Seixas: a da cultura negra. “Tudo passa pela Educação e Cultura. Como é bom a cidade parar para refletir sobre a sua história! Tudo isso se reflete depois em políticas públicas para conduzir bem a cidade,” disse o prefeito.

As famílias dos homenageados compareceram, se emocionaram com as homenagens, choraram e riram com a esquete sobre Drika e Pompeo, apresentada pelos atores Gisele Lançoni e Ícaro. Os dois são bastante conhecidos no meio teatral rio-pretense, são negros e talentosos.

Primeira a chegar e de batom roxo (como sua filha Drika usava), dona Benedita foi com o marido Cido e levou amigas, vizinhas e parentes. “Drika sempre se inclinou para a arte, para o teatro. Desde pequena, gostava de atuar, escrever e apresentar alguma coisa. Está me fazendo muita falta. Eu gostava da alegria dela, da criatividade, era muito comunicativa. Essa homenagem conforta o coração da gente,” disse.

Adriana (Drika) Pereira tinha 44 anos, era solteira e morreu em dezembro passado de complicações de uma cirurgia bariátrica. “Foi embora bem no Dia do Palhaço, 10 de dezembro,” lembrou Gisele Lançoni.

A família de Pompeo também estava lá, representada pelos irmãos Oscar e José Carlos, com suas mulheres e filhos. Há outro irmão, Benedito, todos filhos de Sebastião e de Sebastiana Pompeo. “Antonio saiu de Rio Preto aos 23 anos, era amigo do Humberto Sinibaldi e estava enfronhado no teatro. Ruth Escobar levou-o para São Paulo e depois Zezé Motta levou-o para o Rio de Janeiro, onde ele morou até o fim da vida. Bom menino, bom filho, bom irmão, pessoa sempre humilde. Ele ficou até meio dividido quando foi para São Paulo,” disse José Carlos.

Antonio Pompeo é referência negra nacional na TV, cinema e teatro. Tinha 63 anos, era solteiro e morreu no Rio de Janeiro.

Em seu discurso de abertura, a secretária Maureen Leão Cury lembrou o projeto de Pompeo, A Cor da Cultura, que se tornou material de apoio pedagógico em todo o território nacional para formação de docentes e estudantes em História e Cultura afro-brasileira. “Usamos este projeto na Secretaria para a capacitação de professores nas escolas da rede municipal de ensino,” afirmou a secretária.
Também participaram da cerimônia a vereadora Karina Caroline, autora da lei municipal nº 11. 493, que criou a Galeria Aristides dos Santos; o historiador Manoel Messias; a presidente do Conselho Afro, Maria Cecilia Nunes: a ex-vereadora Eni Fernandes; representantes das secretarias de Educação e Esportes, do Conselho Afro e do Bloco do Saci.

Ambos homenageados nasceram em Rio Preto. O evento ocorreu na Secretaria da Mulher, rua Bernardino de Campos, 4075, Redentora.

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